Pixotada

A Redação da PLACAR faz um apanhado do que há de melhor ligado ao futebol internet afora, com vídeos, imagens e curiosidades de todo tipo

<em>Pixotada</em>

Neto de Pelé marca golaço, felizmente gravado pelas lentes de um telefone celular

Já ouviu falar em Octavio Felinto Neto? O garoto de 12 anos é o camisa 10 do pré-infantil do Paraná Clube, filho de Sandra Regina Arantes do Nascimento Filho. Agora já deu pra sacar de quem se trata, certo?

Octavio é neto de Pelé, mas sua mãe só foi reconhecida herdeira do Rei após longa batalha judicial. Sandra faleceu em 2006, vítima de um câncer de mama. Seu pai não quis visitá-la nem em seus últimos momentos de vida. Mas o guri paranista não deixa dúvidas de ter nas veias o sangue de quem foi o melhor jogador de futebol do mundo.

O pré-infantil do Paraná empatava amistoso contra o Trieste por 2 x 2 quando uma bola foi cruzada na área. O neto de Pelé dominou a pelota, que já passara por ele, aplicou um lençol em um zagueiro e cabeceou para o fundo das redes. Um golaço como tantos que seu avô jamais cansou de fazer nos gramados ao redor do mundo.

Veja abaixo o vídeo, gravado no celular de um dos torcedores presentes no estádio:

E fica o desabafo: que pena que não existia celular na época de Pelé. Já pensou se tivéssemos a sorte de ver, também, aquele golaço que ele marcou na Rua Javari?

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Grandes momentos de Pelé

Outro grande momento de Pelé nestes seus 70 anos foi a ameaça de Galvão Bueno, na Copa de 1994, de acertar o Rei com uma marreta na cabeça.

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Um Top-15 dos Mundiais

Roberto Carlos resolveu reacender ontem a discussão em torno daquilo que chamou de “mundialito” conquistado pelo Corinthians em 2000. Depois do tamanho da repercussão, o lateral tratou de dizer que não é bem assim.

Sem querer entrar no mérito da questão, econtramos esse vídeo no YouTube. Uma coletânea de grandes gols nas finais que decidiram o Mundial Interclubes, desde 1960. Aparecem gols brasileiros no vídeo. Dois do septuagenário Pelé na decisão contra o Benfica em 1962, o gol de Renato Gaúcho que abriu a contagem da decisão entre Grêmio e Hamburgo em 1983 e o gol de falta de Raí em 1992 contra o Barcelona.

Curiosamente o gol mais bonito da compilação foi, errôneamente, invalidado pela arbitragem. A obra de arte é de Michel Platini, da Juventus em 1985. De consolo ao grande jogador francês resta o fato de que a Juve conquistou o mundo com uma vitória nos pênaltis diante do Argentinos Juniors.

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Seria, mesmo, melhor ter ido ver o Pelé?

Depois do post anterior, você ainda acha que o melhor teria ser ido o filme do Pelé ou a célebre frase foi apenas mais uma piada do humorístico mexicano?

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Rei no futebol arte, plebeu nas telonas?

Pelé faz 70 anos nessa semana e as comemorações, como não poderia deixar de ser, serão extensas. Para muitos, Pelé é o maior nome do esporte brasileiro até hoje, colocando gente como Senna, Emerson Fittipaldi, Gustavo Kuerten, César Cielo e tantos outros no segundo pelotão.

Sobre a carreira, as marcas e o que construiu o ídolo Pelé no imaginário popular você pode ler aqui, no especial Pelé 70 anos que preparamos. No Pixotada não somos disso. Vamos em busca do engraçado, do bizarro, do estranho.

E, convenhamos, Pelé, inquestionável dentro dos gramados, encontrou na vida fora dele espaço para ser justamente questionado. Arriscou-se como cantor, como político e como ator de cinema, fracassando espetacularmente em todas as experiências.

Ponto, parágrafo. (Sua passagem no Ministério dos Esportes legou ao Brasil a Lei Pelé. Há muito debate sobre a legislação que regulamenta a relação entre jogador e clube, mas o fato é que, para além disso, a passagem do Rei pelo ministério não signifou avanços dramáticos no esporte brasileiro e é a isso que nos referimos quando falamos em fracasso).

Aliás, comparar qualquer atividade extra-campo de Pelé com o que ele foi em campo sempre dá a impressão de insucesso. O Pelé dos gramados é ídolo, herói, mito. Fora de campo, os feitos de Pelé empalidecem diante das conquistas futebolístias e o Rei desce do trono, fica mais humano.

Isto dito, vamos às bizarrices de Edson Arantes do Nascimento:

A super-exposição de Pelé nos EUA o credenciou a aparecer em produções de Hollywood. A questão é que as produções não ficaram à altura do jogador. O que pode ter comprometido – e muito – suas perspectivas como ator. A carreira de Pelé como ator faz realmente o personagem Chávez parecer ainda mais engraçado ao dizer: “seria melhor ver o filme do Pelé”…

Tanto que um clássico dos filmes tipo B dos anos 1980 conta com a inusitada dupla Pelé e Stallone entre os personagens principais. É o filme “Fuga para a Vitória” (Victory, 1981), que, num mesmo enredo, colocava um jogo de futebol entre nazistas e prisioneiros aliados na Paris ocupada, com o pano de fundo de uma operação dos exércitos norte-americanos e britânicos para liberar o time de prisioneiros. O filme não conquistou nenhuma premiação de renome.

Trailer de Fuga para a Vitória:

http://www.youtube.com/watch?v=53Ol_89rUoo

Ao longo dos anos 1980, Pelé ainda arriscaria outras incursões no mundo do cinema. Campeão de sessão da tarde é o filme nacional de 1986, os “Trapalhões e o Rei do Futebol”, com a trupe de humoristas da Globo. Em 1987 a carreira de ator internacional de Edson ainda teria mais um suspiro no filme “Hotshot” – esse sim, de longe, uma grande catástrofe cinematográfica.

Mas o fundo do poço é mais embaixo. A estreia de Pelé na sétima arte aconteceu em “Os Trombadinhas”, filme policial de 1979, com direito a roteiro assinado pelo jogador. A direção coube a Anselmo Duarte, diretor brasileiro morto no ano passado, que reiterou, inúmeras vezes, ter “odiado filmá-lo”.

Trecho de “Os Trombadinhas”:

Mas, de maneira indisputável, o maior sucesso do Rei do futebol nas telonas – e telinhas – é este:

Soltando o gogó

Capa do disco do Pelé

Foto: Reprodução

Pelé tentou, mesmo, a música. E também não foi muito bem sucedido. A primeira incursão musical do Rei se deu em dueto com Elis Regina, gravando algumas faixas do compacto “Tabelinha” em 1969. Posteriormente, já nos tempos de gramado sintético e vida cosmopolitana de cidadão do mundo em Nova Iorque, meteu-se em um projeto mais ambicioso: um disco de 13 canções, das quais seis eram composições suas em parceria com Sérgio Mendes. O disco conheceu sucesso bastante tímido e ganhou uma sobrevida ao ser usado na trilha sonora de um documentário sobre Pelé, lançado em 1978.

Durante os anos 1980, década dos sintetizadores e do bizarro, Pelé não vicejou e a voz do Rei não se encontrou com as luzes da ribalta: a música do Rei ficou restrita a algumas participações no extinto grupo infantil Trem da Alegria.

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