Pixotada

A Redação da PLACAR faz um apanhado do que há de melhor ligado ao futebol internet afora, com vídeos, imagens e curiosidades de todo tipo

<em>Pixotada</em>

Rei no futebol arte, plebeu nas telonas?

Pelé faz 70 anos nessa semana e as comemorações, como não poderia deixar de ser, serão extensas. Para muitos, Pelé é o maior nome do esporte brasileiro até hoje, colocando gente como Senna, Emerson Fittipaldi, Gustavo Kuerten, César Cielo e tantos outros no segundo pelotão.

Sobre a carreira, as marcas e o que construiu o ídolo Pelé no imaginário popular você pode ler aqui, no especial Pelé 70 anos que preparamos. No Pixotada não somos disso. Vamos em busca do engraçado, do bizarro, do estranho.

E, convenhamos, Pelé, inquestionável dentro dos gramados, encontrou na vida fora dele espaço para ser justamente questionado. Arriscou-se como cantor, como político e como ator de cinema, fracassando espetacularmente em todas as experiências.

Ponto, parágrafo. (Sua passagem no Ministério dos Esportes legou ao Brasil a Lei Pelé. Há muito debate sobre a legislação que regulamenta a relação entre jogador e clube, mas o fato é que, para além disso, a passagem do Rei pelo ministério não signifou avanços dramáticos no esporte brasileiro e é a isso que nos referimos quando falamos em fracasso).

Aliás, comparar qualquer atividade extra-campo de Pelé com o que ele foi em campo sempre dá a impressão de insucesso. O Pelé dos gramados é ídolo, herói, mito. Fora de campo, os feitos de Pelé empalidecem diante das conquistas futebolístias e o Rei desce do trono, fica mais humano.

Isto dito, vamos às bizarrices de Edson Arantes do Nascimento:

A super-exposição de Pelé nos EUA o credenciou a aparecer em produções de Hollywood. A questão é que as produções não ficaram à altura do jogador. O que pode ter comprometido – e muito – suas perspectivas como ator. A carreira de Pelé como ator faz realmente o personagem Chávez parecer ainda mais engraçado ao dizer: “seria melhor ver o filme do Pelé”…

Tanto que um clássico dos filmes tipo B dos anos 1980 conta com a inusitada dupla Pelé e Stallone entre os personagens principais. É o filme “Fuga para a Vitória” (Victory, 1981), que, num mesmo enredo, colocava um jogo de futebol entre nazistas e prisioneiros aliados na Paris ocupada, com o pano de fundo de uma operação dos exércitos norte-americanos e britânicos para liberar o time de prisioneiros. O filme não conquistou nenhuma premiação de renome.

Trailer de Fuga para a Vitória:

http://www.youtube.com/watch?v=53Ol_89rUoo

Ao longo dos anos 1980, Pelé ainda arriscaria outras incursões no mundo do cinema. Campeão de sessão da tarde é o filme nacional de 1986, os “Trapalhões e o Rei do Futebol”, com a trupe de humoristas da Globo. Em 1987 a carreira de ator internacional de Edson ainda teria mais um suspiro no filme “Hotshot” – esse sim, de longe, uma grande catástrofe cinematográfica.

Mas o fundo do poço é mais embaixo. A estreia de Pelé na sétima arte aconteceu em “Os Trombadinhas”, filme policial de 1979, com direito a roteiro assinado pelo jogador. A direção coube a Anselmo Duarte, diretor brasileiro morto no ano passado, que reiterou, inúmeras vezes, ter “odiado filmá-lo”.

Trecho de “Os Trombadinhas”:

Mas, de maneira indisputável, o maior sucesso do Rei do futebol nas telonas – e telinhas – é este:

Soltando o gogó

Capa do disco do Pelé

Foto: Reprodução

Pelé tentou, mesmo, a música. E também não foi muito bem sucedido. A primeira incursão musical do Rei se deu em dueto com Elis Regina, gravando algumas faixas do compacto “Tabelinha” em 1969. Posteriormente, já nos tempos de gramado sintético e vida cosmopolitana de cidadão do mundo em Nova Iorque, meteu-se em um projeto mais ambicioso: um disco de 13 canções, das quais seis eram composições suas em parceria com Sérgio Mendes. O disco conheceu sucesso bastante tímido e ganhou uma sobrevida ao ser usado na trilha sonora de um documentário sobre Pelé, lançado em 1978.

Durante os anos 1980, década dos sintetizadores e do bizarro, Pelé não vicejou e a voz do Rei não se encontrou com as luzes da ribalta: a música do Rei ficou restrita a algumas participações no extinto grupo infantil Trem da Alegria.

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Cosmos de roupa nova…

… mas parece retrô (lembra a camisa do time na temporada de 1975). O time de Pelé nos Estados Unidos, que anunciou recentemente sua volta às atividades, apresentou o novo uniforme.

Veja a galeria de fotos com imagens históricas da história do New York Cosmos

Nova camisa do New York Cosmos

Foto: Divulgação

O time nova-iorquino, por enquanto, terá apenas categorias de base. A ideia é formar times e, com o tempo, ingressar na MLS, a liga de futebol profissional dos Estados Unidos.

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