Pixotada

A Redação da PLACAR faz um apanhado do que há de melhor ligado ao futebol internet afora, com vídeos, imagens e curiosidades de todo tipo

<em>Pixotada</em>

O papelão de Luis Suárez

Mau caráter ou ingênuo? Luis Suárez já declarou diversas vezes não ser racista. Quando Patrice Evra o acusou de lhe ter dito nomes racistas, o uruguaio sempre alegou inocência. Foi punido e não gostou.

Neste final de semana, os dois se reencontraram no clássico Manchester United 2 x 1 Liverpool. Suárez foi titular pela primeira vez desde a suspensão de oito jogos sofrida pelas acusações do lateral dos Diabos Vermelhos. Chateado, o uruguaio se recusou a cumprimentar o francês no tradicional aperto de mãos que as equipes trocam antes da partida. E sua atitude pegou mal. Não só para ele mesmo, mas para o técnico Kenny Dalglish e até mesmo para a marca Liverpool.

Suárez, que inicialmente declarou que “nem tudo é o que parece”, em seu Twitter, acabou recuando e pediu desculpas, em nota publicada no site do Liverpool. “Eu deveria ter apertado a mão de Evra antes do jogo e quero me desculpar por meus atos. Quero deixar todo esse assunto para trás e me concentrar apenas em jogar futebol”, declarou.

O caso, porém, está longe de chegar a um fim. Os donos do Liverpool estudam se desfazer do atacante. Alex Ferguson chamou o jogador de “desgraça para o Liverpool”, em entrevista à Sky Sports.

Por mais arrependido que o jogador possa estar, seu ato dificilmente passará impune. E a mágoa contra Patrice Evra não vai ficar para trás.

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Anti-marketing

Um ‘A’ faz toda a diferença.

No último domingo, Chelsea e Manchester United empataram em 3 a 3 no Stamford Bridge, em jogo válido pelo Campeonato Inglês. Lá pelas tantas, o painel eletrônico que cerca o gramado propagandeou o site para compras online de souvenirs do clube. Até aí tudo bem, se não fosse um ligeiro erro de grafia.

A foto a seguir entrega o desleixo:

Anti-marketing

Foto: Reprodução

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O inacreditável gol que Fernando Torres perdeu

Fernando Torres perde gol inacreditável no clássico Manchester United x Chelsea

Foto: Reuters

O grande assunto nas mesas de bares (ou será nas mesas dos pubs) no domingo era o gol inacreditável que Fernando Torres perdeu. O atacante do Chelsea, que acabara de marcar seu segundo tento com a camisa dos Blues, fez o mais difícil contra o Manchester United: driblou o goleiro e, com o gol inteiro aberto à sua frente, chutou para fora.

http://www.dailymotion.com/video/xl74qx_fernando-torres-miss-on-open-goal-man-united-vs-chelsea-18-sep-2011_sport

O United já vencia a partida por 3 x 1 no momento em que Torres desperiçava essa chance imperdoável, placar que se manteve até o final da partida.

Ao espanhol, restou apenas se lamentar.

Fernando Torres lamenta gol perdido no clássico contra o United

Foto: Reuters

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Cantona, o revolucionário

Eric Cantona

Foto: Reprodução

É atribuída ao dramaturgo alemão Bertold Brecht a frase “não roube um banco, abra um”. A frase se insere na noção de que as instituições financeiras, como qualquer atividade econômica da nossa sociedade, são devotadas ao lucro. Brecht pensava e muita gente considera, entretanto, que bancos lucram demais e sua influência nos caminhos do sistema capitalista são a força motriz de toda a desigualdade que assola o planeta.

É mais ou menos o que o ex-jogador e ídolo do Manchester United Eric Cantona defende. O francês conclama a toda humanidade – ao menos a metade dela composta de correntistas – que corra aos bancos no dia 7 de dezembro e saque todas as quantias que tenham confiado às instituições.

O propósito do francês é causar uma revolução sem armas e sem sangue.

http://www.youtube.com/watch?v=sX4B4bMnOEU

Cantona é mais do que um ex-jogador. Ele gravou backing vocals em um cd de rock, comerciais e atuou num filme, onde interpreta a si mesmo: “Looking for Eric” – sucesso em Cannes.

Agora o francês envereda pelo campo da política, se pronunciando de maneira revolucionária.

Se todo mundo sacasse o dinheiro dos bancos ao mesmo tempo, fatalmente, o sistema entraria em colapso. Os bancos não têm como honrar todos os seus correntistas e é sob essa crença – na estabilidade dos bancos – que todo o capitalismo é fundamentado.

Cantona não disse, contudo, quais são os próximos passos da revolução que planeja. Se pretende uma revolução global, todo o poder aos sovietes, se irá coletivizar os meios de produção ou se apenas queria ver os bancos quebrados – revanchismo oriundo, provavelmente, de alguma taxa abusiva ou de longas esperas em filas de caixas, admitindo que esse mal costume brasileiro tenha sido exportado.

Contudo, devemos todos esperar atentos os próximos momentos da revolução. Cantona tem o dom da oratória e o carisma de um ídolo de um clube da dimensão do Manchester United. A prova do seu domínio da palavra é a sua histórica coletiva que durou apenas uma frase, em que chamou toda a imprensa para explicar sua punição de meses afastado dos gramados em virtude de uma agressão:

“Quando as gaivotas seguem o barco dos pescadores, é porque pensam que sardinhas serão atiradas ao mar”.

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