Pixotada
A Redação da PLACAR faz um apanhado do que há de melhor ligado ao futebol internet afora, com vÃdeos, imagens e curiosidades de todo tipo
Torcedor invade o campo, dá carrinho e machuca jogador do Middlesbrough
O Middlesbrough recebeu o Sunderland na última quart-feira, pela Copa da Inglaterra. E perdeu não só a partida, mas também o zagueiro Justin Hoyte, lesionado em um lance completamente incomum. Talvez até inédito na hisória do futebol.
A partida já estava nos acréscimos quando dois torcedores invadiram o campo. O primeiro passou por todos os jogadores e fez sua festa na meia-lua. O segundo deu um carrinho por trás no zagueiro do Middlesbrough digno de cartão vermelho. Hoyte ainda se machucou, mas teve que aguentar até o apito final em campo, já que a equipe já havia feito as três substituções.
O sanguinário Karl Henry
Esqueça Felipe Melo, De Jong, Cocito, Materazzi, Burdisso e outros menos votados. Karl Henry, do Wolverhampton da Inglaterra, redefine o conceito de jogador violento. Ele chega junto. Algumas de suas entradas parecem golpes de arte marcial. Com Karl Henry não há lance perdido, não há bola entregue facilmente. Com Karl Henry é tudo ou nada, sangue no olho e hematoma na perna. Karl Henry é dos que passam testosterona no pão com a pexeira enferrujada.
O meia do time inglês supera em larga escala os rótulos de voluntarioso e raçudo, que constantemente são usados a tÃtulo de defesa em jogadores mais estabanados na hora de cometer faltas. É o caso tÃpico de não saber dosar a força e a empolgação. Apesar da dureza das jogadas, Henry não é necessariamente um jogador violento – no sentido de encrenqueiro. O problema é que ele não é nada manso na hora de dividir uma jogada:
http://www.youtube.com/watch?v=wsCaMw0rbSk
Stephen Bywater e seu bizarro gosto por esculturas
Stephen Bywater é goleiro do Derby County, distinta agremiação que, por hora, milita na segunda divisão do campeonato inglês. Derby County não chega a ser um daqueles irresistÃveis times alternativos da Inglaterra, mas é um dos mais simpáticos. E tradicional: fundado em 1884, venceu já dois campeonatos ingleses da primeira divisão e teve como treinador o fantástico e lendário Brian Clough (há um filme sobre o treinador, altamente recomendável: Maldito Futebol Clube).
Feitas as introduções, ao que interessa. Stephen Bywater. Estéfano Pelaágua, em libérrima tradução, é um entusiasta declarado da arte contemporânea. Desses que entendem com paixão rabiscos em telas, esculturas irreverentes e coisas do gênero.
Para dar vazão a toda a sua criatividade, o distinto guarda-metas resolveu adornar sua casa com uma escultura. Para isso, conseguiu, num único elemento, toda a bizarrice que pode se tirar de uma escultura feita de: uma boneca inflável, um banheiro quÃmico e uma carroça utilizada para transporte de cavalos. Artista pós-moderno nas horas vagas, ainda faltam informações para saber se Stephen é, também, defensor do futebol arte enquanto trabalha.
O que sabe-se, entretanto, é que seu duvidoso gosto para artes e necessidade de exibi-lo desagrada imensamente a todos os seus vizinhos, a ponto de que estes reclamem para a imprensa, (foi o Daily Mirror que descobriu a arte). O clube veio a público declarar que “não é este o tipo de conduta que esperamos de nossos empregados”. Em face a multiplicadas demonstrações de desagrado, Stephen não teve recurso, e escondeu a escultura: “considero um assunto privado, mas gostaria de pedir desculpas a todos do condado de Derbyshire que se sentiram ofendidos pela escultura”, declarou o, agora, incompreendido escultor.
Artista de fim de semana, ou melhor, de diás úteis – nos fins de semana, trabalha – a Stephen resta o consolo de saber que, ao seu lado, está gente do calibre de Van Gogh, outro incompreendido a quem só foram dar crédito tantos e tantos anos depois de sua morte. Stephen, portanto, espera sereno que o tempo, que é a medida da precariedade de qualquer coisa – inclusive dos preconceitos e das modas artÃsticas – lhe dê razão. Ou não.





