Pixotada
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À noite, Goiás encarou primeiros adversários da final da Sul-Americana
A conquista do primeiro título internacional de sua história não será fácil para o Goiás. Apesar de o Independiente não estar em boa fase no futebol argentino, os brasileiros já sentiram na noite anterior à decisão que a pressão será grande na noite desta quarta-feira, às 21h50, no estádio Libertadores de América, no bairro de Avellaneda.
Hospedados no Hotel Emperador, no bairro do Retiro, em Buenos Aires, os brasileiros tiveram seu sono atrapalhado por uma turma do barulho, composta por cerca de 700 torcedores do Independiente, que dominaram a avenida frontal do edifício. E o barulho rolou por toda a madrugada.
Segundo o site da torcida Infierno Rojo, do Independiente, a bagunça começou às 23h de terça-feira e só terminou às 6h. Para eles, o barulho foi um troco em relação ao tratamento recebido dos brasileiros na partida de ida, em Goiânia. Rojões, sinalizadores e os tradicionais cantos de torcida tomaram conta da madrugada portenha.
A missão do Independiente nesta quarta-feira não será fácil. Os argentinos precisam vencer por três gols de diferença para ficar com a taça. Vitória por dois tentos leva a disputa para os pênaltis. Na final da Sul-Americana, assim como na Libertadores, não tem o gol qualificado.
No entanto, esta noite, os argentinos terão a torcida de gremistas, que querem a vaga na Libertadores, flamenguistas, que sonham com a Sul-Americana em 2011, e corintianos, que não querem um clube menos tradicional levando uma Sul-Americana antes de a Libertadores visitar o Parque São Jorge.
O Goiás já encarou a festa da torcida em frente ao hotel em que se hospedou. Às 22h, ficarão frente a frente com seus próximos adversários, de quem podem perder por um gol de diferença para voltar para o Brasil com seu primeiro título continental. O Independiente, no entanto, é um dos mais tradicionais clubes do futebol sul-americano, e o maior vencedor da Libertadores, com sete conquistas. E desde 1995 o clube de Avellaneda não leva um torneio internacional para sua sala de troféus.
Parada dura para o Alviverde Goiano!
VEJA O VÍDEO DA BAGUNÇA FEITA PELA TORCIDA DO INDEPENDIENTE:
Balança desregulada e espada sem fio
“A Justiça é cega, sua balança desregulada e sua espada sem fio”, frase de Millôr Fernandes que vem bem a calhar para dar o tom de uma atitude inusitada do STJD.
O pessoal do tribunal pode anular o resultado do jogo entre Grêmio Prudente x Goiás, em 21 de agosto e que acabou em 2 x 1 para os paulistas. O argumento seria um lance que definiu os números do jogo, quando o zagueiro do Prudente, Diego Giaretta, cometeu um pênalti proposital para impedir um gol certo dos goianos. O caso vai a julgamento nesta sexta-feira.
Diego pôs as mãos na bola deliberadamente para impedir o gol esmeraldino. O juiz marcou a penalidade e expulsou o defensor – e a regra foi cumprida. O Goiás perdeu o pênalti e o jogo.
Caso semelhante havia acontecido numa das partidas mais empolgantes da Copa do Mundo da África do Sul, envolvendo Uruguai x Gana pelas quartas de final do torneio, quando, no último minuto, o atacante Luis Suárez botou as mãos na bola. Em cima da linha, defendeu a cabeçada de Gyan, que desperdiçou o pênalti e levou o jogo para os pênaltis.
Na Copa, a atitude de Suárez, por mais que tenha dado margem a discussões encaloradas, foi vista como um exemplo de devoção (e vale lembrar que Gyan estava impedido no cruzamento que deu origem a todo o salseiro na área uruguaia).
Suárez usou a regra. Como último recurso, pôs as mãos na bola para impedir o gol, e pagou por isso. Foi expulso (o que o tirou da semifinal contra a Holanda), deu aos celestes um pênalti no último minuto que foi desperdiçado por Gyan. O resto, todos sabem.
Na Copa, apesar da compreensível revolta dos ganeses, ninguém cogitou seriamente anular o jogo, remarcar, banir Suárez do futebol, ignorar o resultado e dar a classificação para Gana ou criar uma nova regra específica para lances de desespero. Sobretudo porquê a regra já existe e nos dois casos, Uruguai x Gana e Grêmio Prudente x Goiás, foi cumprida.
Aqui no Brasil, depois de uma denuncia da promotoria, a Justiça Desportiva pode interferir num lance normal de jogo e alterar o resultado de uma partida.
Suárez e a “mão de Deus”:
E você, leitor, o que acha? Apóia o STJD ou não?



