Pixotada
A Redação da PLACAR faz um apanhado do que há de melhor ligado ao futebol internet afora, com vÃdeos, imagens e curiosidades de todo tipo
Elizabeth Lambert: preparada para matar
Ela não perdoa ninguém. Elizabeth come abelhas porque mel é coisa de zagueirinho técnico. Elizabeth passa testosterona em pão mofado e com a peixeira enferrujada. Não há dividida perdida, toda bola é disputada com muito mais coração do que lealdade e técnica, ela é garra, dedicação, daquelas que põe o coração na chuteira e aceita o desafio de ter que suar sangue por uma vitória e destruir e aniquilar completamente quem estiver pela frente. Ela é Elizabeth Lambert, A Zagueira:
Ela é jogadora do New Mexico Lobos – em libérrima e até aqui não contestada tradução, Lobos do Novo México, embora se desconheça grande população dessa qualidade de lapinos em um lugar tão árido como este estado norte-americano. Mas o que conta, para além do nome do time, são as habilidades, ou falta delas, da nobre e não tão desportiva zagueira. É difÃcil, inclusive, chamá-la de zagueira. Deveriam criar uma nova posição só para Elizabeth. Algo como tanque de guerra, cruzador de batalha, encouraçado. Todos aparatos militares que ressaltam o estilo belicoso da camisa 15 do time norte-americano.
Elizabeth Lambert evoca o futebol catimbado e violento de não muito grata memória para muita canela e joelho desse Brasil. A modalidade era incentivada e levada à cabo pelos vizinhos argentinos e uruguaios, onde se considera a perda de uma dividida uma grande vergonha.
O New York Times fez uma matéria mostrando que violência no esporte não respeita gêneros. Que para cada Materezzi há uma Elizabeth Lambert equivalente. A questão, ao menos nesse caso, foi que ao ser confrontada com imagens de seus modos em campo – ou falta deles – Elizabeth reagiu (na foto acima) dizendo-se incrédula: “Essa não sou eu”. Não se colheu, ainda, do lado de lá, declaração de arrependimento de Materazzi. Nem de Felipe Melo, a propósito.
Hoje mesmo os maiores representantes do futebol violento empalidecem e parecem mansos cordeirinhos correndo atrás da bola pelos gramados quando são postos lado a lado com Elizabeth Lambert, A Zagueira.
Cosmos de roupa nova…
… mas parece retrô (lembra a camisa do time na temporada de 1975). O time de Pelé nos Estados Unidos, que anunciou recentemente sua volta à s atividades, apresentou o novo uniforme.
Veja a galeria de fotos com imagens históricas da história do New York Cosmos
O time nova-iorquino, por enquanto, terá apenas categorias de base. A ideia é formar times e, com o tempo, ingressar na MLS, a liga de futebol profissional dos Estados Unidos.





