Pixotada

A Redação da PLACAR faz um apanhado do que há de melhor ligado ao futebol internet afora, com vídeos, imagens e curiosidades de todo tipo

<em>Pixotada</em>

O espetacular gol contra de vácuo

Pixotada é o nome dessa obra de arte realizada pelo zagueirão Vitor Hugo, do Santo André. O lance de pura arte e pouca inspiração lembra uma jogada de sinuca. O jogo valia pela série B, e terminou com vitória da Portuguesa por 3 x 2.

Veja o lance impressionante do zagueiro:

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Balança desregulada e espada sem fio

“A Justiça é cega, sua balança desregulada e sua espada sem fio”, frase de Millôr Fernandes que vem bem a calhar para dar o tom de uma atitude inusitada do STJD.

O pessoal do tribunal pode anular o resultado do jogo entre Grêmio Prudente x Goiás, em 21 de agosto e que acabou em 2 x 1 para os paulistas. O argumento seria um lance que definiu os números do jogo, quando o zagueiro do Prudente, Diego Giaretta, cometeu um pênalti proposital para impedir um gol certo dos goianos. O caso vai a julgamento nesta sexta-feira.

Diego pôs as mãos na bola deliberadamente para impedir o gol esmeraldino. O juiz marcou a penalidade e expulsou o defensor – e a regra foi cumprida. O Goiás perdeu o pênalti e o jogo.

Caso semelhante havia acontecido numa das partidas mais empolgantes da Copa do Mundo da África do Sul, envolvendo Uruguai x Gana pelas quartas de final do torneio, quando, no último minuto, o atacante Luis Suárez botou as mãos na bola. Em cima da linha, defendeu a cabeçada de Gyan, que desperdiçou o pênalti e levou o jogo para os pênaltis.

Na Copa, a atitude de Suárez, por mais que tenha dado margem a discussões encaloradas, foi vista como um exemplo de devoção (e vale lembrar que Gyan estava impedido no cruzamento que deu origem a todo o salseiro na área uruguaia).

Suárez usou a regra. Como último recurso, pôs as mãos na bola para impedir o gol, e pagou por isso. Foi expulso (o que o tirou da semifinal contra a Holanda), deu aos celestes um pênalti no último minuto que foi desperdiçado por Gyan. O resto, todos sabem.

Na Copa, apesar da compreensível revolta dos ganeses, ninguém cogitou seriamente anular o jogo, remarcar, banir Suárez do futebol, ignorar o resultado e dar a classificação para Gana ou criar uma nova regra específica para lances de desespero. Sobretudo porquê a regra já existe e nos dois casos, Uruguai x Gana e Grêmio Prudente x Goiás, foi cumprida.

Aqui no Brasil, depois de uma denuncia da promotoria, a Justiça Desportiva pode interferir num lance normal de jogo e alterar o resultado de uma partida.

Suárez e a “mão de Deus”:

E você, leitor, o que acha? Apóia o STJD ou não?

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Um avião? Um pássaro? Um herói? Um goleiro!

Pablo Aurrecochea, goleiro do Guarani do ParaguaiVia de regra, uruguaios no futebol são casos à parte. É de lá que vieram sujeitos como Lugano, Loco Abreu e Luis Suárez – para ficar em personagens recentes – e figuras como Obdulio Varela, de quem se dizia que de tanta raça e devoção, “amarrava as chuteiras não com cadarços, mas com as veias”.

Pablo Aurrecochea é um goleiro uruguaio e defende as cores do Guaraní do Paraguai. Ou antes, não as defende exatamente. O distinto guarda-metas da escola de gente do calibre de Mazurkiewicz, Rodolfo Rodrigues e Máspoli  – embora provavelmente não tenha a mesma técnica destes – se destaca justamente por não ostentar sempre as cores do clube. Aurrecochea veste-se com camisas que lembram heróis dos quadrinhos e personagens de desenhos animados.

Aurrecochea lembra, de certa forma, o hábito que Rogério Ceni tinha no começo da década de embutir nas suas camisas desenhos de próprio punho. Aviões, caminhões e mesmo personagens, como o Taz, estamparam a camisa do goleiro são-paulino.

Pablo Aurrecochea, goleiro do Guarani do Paraguai

O sinal dos tempos é comparar o citado Obdulio Varela do primeiro parágrafo, a quem a ideia de macular o uniforme do Penãrol com marcas de patrocinadores era um sacrilégio. Nos anos 1950, quando o time “carbonero” começou a jogar patrocinado, eram 10 camisas com marcas, menos a de Varela. O 5 do Penãrol nunca tolerou servir de “placa de publicidade”.

Hoje o que diria “El Negro Jefe” sobre o hábito do compatriota?

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