Os Estaduais estão pegando fogo, já temos campeões de turno aqui e acolá. Mas mais quentes estão os bastidores do futebol. A luta pela sucessão de Ricardo Teixeira pode se transformar em briga de rua nas próximas semanas. A reunião dessa quarta-feira que manteve o presidente no cargo foi mais para brasileiro ver. Ele está chamuscado por denúncias de corrupção no ambiente interno e também na Fifa. Há muitos candidatos nas federações estaduais para assumir o posto, nenhum com força e legitimidade para tanto.
Esse impasse pode inclusive se refletir na Copa do Mundo, que ainda tem questões importantes em aberto. Uma delas diz respeito a uma das sedes. A obra em Porto Alegre no estádio Beira-Rio nem começou. A bem da verdade, nem tem data para começar. A construtora Andrade Gutierres não apresentou as garantias necessárias para o financiamento do banco estadual gaúcho, o Banrisul. O Internacional, dono do estádio, já recebeu vários ultimatos por parte da Fifa, e nada de a obra iniciar. Agora a diretoria do Inter está tentando montar um novo consórcio de construtoras. Um tanto tarde, diga-se de passagem.
A Arena gremista, que está prevista para ser inaugurada já no início de 2013, seria a alternativa óbvia. E aí vem o paradoxo da Copa: a Fifa não aceitaria a Arena porque a obra está andando “muito rápido”, porque o projeto está “muito amarrado”. Em outras palavras, porque não daria para fazer aquelas pequenas “mexidinhas” no projeto que a Fifa tanto gosta. E nos bastidores da bola já se cogitaria até uma solução mais radical do impasse: Porto Alegre seria excluída da Copa de 2014, para o desespero gaúcho. E o 12° estádio ficaria onde? Segundo essa mesma fonte, ficaria também em São Paulo. Além do Itaquerão, a Arena do Palmeiras ficaria como 12° sede. Que coisa.

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