Maurren mostra a medalha de ouro

Foto: Alexandre Battibugli

Maurren tenta repetir Pequim-2008, quando foi medalha de ouro

Para se aproximar do seu segundo ouro olímpico, Maurren Maggi, 35, segue religiosamente o cronograma fixado para o ciclo de Pequim-2008, que culminou num inédito título para o esporte individual feminino brasileiro. Segundo a atleta, que atualmente defende o São Paulo FC, manter a programação é a melhor fórmula para o sucesso.

“Sigo a mesma preparação (de Pequim-2008). Selecionamos as competições de mais alto nível, que reúnem as melhores atletas. Para Londres, estou ainda mais confiante. Chegarei mais condicionada que há quatro anos”, afirmou.

Maurren tem razões de sobra para esbanjar otimismo. A atleta é dona da sexta melhor marca de 2011 no salto em distância, graças aos 6,94 m anotados no Pan de Guadalajara e que lhe renderam o topo do pódio no torneio continental.

Maurren sorri

Foto: Fabio Rubinato/AGF/Divulgação

Embora não estivesse ladeada pelas melhores atletas do mundo, Maurren valoriza o resultado no México. “É parâmetro (para o Jogos), sim. Meu principal objetivo no ano era ser tricampeã pan-americana. Um resultado como esse impõe respeito.”

Escaldada que é, Maurren se esquiva de qualquer prévio favoritismo às disputas em Londres. Para ela, o pódio na mais nobre competição poliesportiva é uma incógnita. “Não me coloco como favorita. Estou em pé de igualdade com todas as minhas adversárias. Na decisão, vai contar a sorte e a competência de cada uma”, diz a atleta, que sugere as russas e as norte-americanas como principais rivais na luta por medalhas.

Se está às voltas com as possibilidades do bi olímpico, Maurren tem ao menos uma convicção: na Inglaterra, o atletismo brasileiro fará sua melhor incursão na história dos Jogos Olímpicos. “Tenho certeza de que faremos história em Londres. O surgimento de novos valores e o aumento no número de pódios nos últimos Mundiais nos enchem de esperança.”

Alheia ao sucesso na Olimpíada de 2012, Maurren ainda não pensa em aposentar as sapatilhas. A saltadora não deixa claro, mas deve mirar suas atenções para uma despedida apoteótica no Rio de Janeiro, em 2016, quando estará à porta dos 40 anos.