Uma das sensações do Grêmio nas últiams rodadas, com dois gols marcados nas duas partidas que disputou, o atacante Diego Clementino relembra alguams passagens pouco conhecidas de sua carreira, como quando , durante seis meses, vestiu as cores do Saba Qom, time da primeira divisão do futebol iraniano. No que se refere à qualidade da seleção do país, que enfrenta o Brasil na próxima quinta-feira, o gremista acredita em um jogo tranquilo para os pentacampeões do mundo.

“O futebol do Irã está muito atrás do que é jogado no Brasil. Ainda é um esporte em crescimento, que um dia pode ficar um pouco mais forte do que é hoje. A técnica deles é bem inferior à dos jogadores daqui e, por isso, não espero muitas dificuldades para a nossa seleção”, ressaltou. Sobre a passagem pelo país dos aiatolás, Diego guarda lembranças de sua estadia e também de outras peculiaridades do local.

“Não tem absolutamente nada a ver com o Brasil. É uma cultura extremamente tradicionalista, que prega coisas impensáveis para nós. Lá, as mulheres utilizam um lenço que tem que cobrir todo o cabelo e elas têm que esconder todos os contornos de seus corpos. Uma pena! Acho que eles surtariam se passeassem em alguma praia aqui no Brasil. Além disso, dizem que a vida de uma mulher, no Irã, vale legalmente a metade da vida de um homem”, descreveu o atacante.

Diego garante que o maior obstáculo para jogar no futebol iraniano não é o estilo de jogo e sim a saudade da família. “Nem senti muita dificuldade ao estilo de futebol do Irã, mas todo brasileiro que chega lá sente muito a falta da família e das opções de lazer. Eu fiquei seis meses dentro de casa, não havia nada para se fazer, além de treinar e jogar”, contou o atleta.